segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Que lindo que é sonhar
Quando se é pequeno, não sei por
qual motivo, há uma ingenuidade de acreditar que se você pensar direitinho,
planejar meticulosamente seu sonho antes de dormir, ele acontecerá naquela
noite. Pode ser porque às vezes ele mostra coisas que você fez no seu dia, que
seu cérebro ainda está ativo naquele pensamento, e você acaba sonhando. Então,
eis a estratégia “milenar” que o faz pensar que comanda seus sonhos, ou seus
pesadelos, quem sabe?
No entanto, após você crescer e
prestar o mínino de atenção nas aulas de biologia – chato, mas precisa prestar
-, confirmará que foi enganado durante muito tempo, que aquela história de
pensar no sonho é pura bobagem. E você fica chateado, mas supera numa boa, sem
traumas (pelo menos pra mim não teve problema).
Antigamente, eu tinha o hábito de
rezar e pensar nos meus sonhos antes de dormir. Hoje, rezo esporadicamente
(tudo bem, Deus não me ama menos por isso), e nunca mais pensei no que sonhar.
Tanto faz se eram sonhos ou pesadelos, tinha outras coisas melhores para gastar
meu tempo. Perdi esse hábito há muito tempo, há anos...
Recentemente, numa noite linda, em
que eu não planejara nada para sonhar, tive o sonho mais belo do mundo. Eu
estava na casa em que passei boa parte da minha infância, na casa da minha tia,
que fica em Belém - PA. E permaneci com a mesma idade que tenho agora, mas a
casa ainda tinha o mesmo formato da época em que vivia nela, e o mais
importante: ainda tinha uma pessoa que morava lá.
Ele estava no sofá, e quando o vi
fiquei emocionada. Lembro que disparei em direção a ele para abraçá-lo,
beijá-lo e dizer repetidamente: “Eu te amo! Eu te amo muito!”. Ele sorria e
retribuía meu carinho, dizendo assim: “Eu também te amo muito! Amo você e sua
mãe!”. Eu não me contentava de tanta alegria, estava completamente estonteante.
Até que ele me pediu licença, e disse que iria a barbearia cortar seus cabelos
grisalhos. Eu o deixei ir, infelizmente. No final do sonho, eu estava com
minhas malas prontas para voltar à Macapá, e esperava ansiosamente que ele
voltasse da barbearia para que eu pudesse me despedir. Ele não chegava. No
fundo do meu coração eu senti que não iria mais vê-lo, então resolvi esperá-lo,
mesmo que isso custasse a perda do meu vôo. Sentei no sofá e esperei,
esperei... Num determinado momento, ouvi um estrondo que não vinha daquela
sala. Acordei espantada! Uma pessoa aqui em minha casa fez um barulho grande,
sem querer, que me despertou. Quando vi que aquilo não era realidade, fiquei
muito triste, muito chateada por não ter conseguido me despedir. Depois, eu
pensei: “Será que eu conseguiria dizer adeus?”.
Contei o sonho para minha mãe, ela
ficou muito feliz! Eu passei boa parte do meu dia pensando em como seria se ele
estivesse comigo durante todo esse tempo. O quanto ele ficaria orgulhoso em
saber que passei no vestibular, que estou seguindo meus estudos. E pensei no
futuro, também. O quanto ele ficaria feliz ao comemorar comigo meu primeiro
emprego, meu casamento, meu filho (seu bisneto favorito, quem disse que não?).
Sei que ele não conseguiria dar umas porradas nos homens que me passaram a
perna, mas contratar um assassino de aluguel com certeza passaria pela sua
cabeça. Por que não?
Ri. Chorei. Ri novamente. Chorei de
saudade. Esse foi, sem dúvida, o melhor sonho que poderia acontecer e que eu
jamais imaginaria. Repito mais uma vez, vovô: “Eu te amo! Eu te amo muito!”.
“Que lindo que é sonhar
Sonhar não custa nada
Sonhar e nada mais
De olhos bem abertos
Que lindo que é sonhar
E não te custa nada mais que tempo...”
Sonhar não custa nada
Sonhar e nada mais
De olhos bem abertos
Que lindo que é sonhar
E não te custa nada mais que tempo...”
(À noite sonhei contigo – Paula Toller).
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Eu não resisto
Pare de me olhar assim, com este jeito tão gostoso, que me tira as roupas, sem prévia autorização.
Isso não me ajuda a resistir a você.
A cada dia lhe quero mais e mais, e minha sede não tem fim... Preciso aprender a me conter, pois minha vontade maior é deliciar-me com você a todo instante: mordiscando todas as partes do seu corpo, provando seu sabor, deslizando-me em seu suor e ouvindo seus gemidos instigantes.
Deixe-me fazer de você meu amante, meu delírio, meu sexo. Podemos nos entrelaçar e dançar qualquer música, de ritmo lento ao acelerado, conforme nossa sincronia e desejo mútuo. Só te peço uma coisa: não pare. Vamos atingir o apogeu, e vibrar com nosso gozo. Seremos sensação e sentido, voz e palavra, pele e essência.
Mas, se não estiver disposto a passar por tudo isso, pare de me olhar desse jeito, pois como já disse: eu não resisto.
domingo, 10 de julho de 2011
Uma tarde, uma conversa
- Sabe o que pensam de ti?
- O quê?
- Que quando tu gostas de alguém, realmente é pra valer! É muito intenso teu sentimento e tu te entregas à essa paixão muito fácil. No entanto, a partir do momento que acaba, perde vigor, tu consegues sair facilmente e seguir em frente, partir para outra.
- Sério? Será que pensam assim porque é verdade mesmo?! – Dou um sorriso malicioso.
- É! Poxa... Eu queria ser assim também...
- Não pense que isso é alguma vantagem para mim! Na maioria das vezes, saio de coração quebrado, e juntar os cacos é um tanto difícil, mas é algo que eu preciso fazer urgentemente. Na verdade, essa imagem é uma cilada, pois não é tão fácil assim como pensam – não é fácil para ninguém.
domingo, 3 de julho de 2011
Na pracinha com Miguel
Não que eu esteja reclamando, até me divirto, há pouco tempo vivi uma situação engraçada, no entanto, deixou-me com um tanto de ciúme. E o causador desse sentimento não é outra pessoa: Miguel.
De uns tempos para cá, ando percebendo mudanças benevolentes no corpo do meu amor: suas pernas estão mais grossas, seus cabelos negros estão muito sedosos, o verão chegou e o sol proporcionou uma tonalidade perfeita na sua pele; e o seu peitoral é ótimo para eu deitar, ficarmos cheio de aconchegos. Até aqui, problema nenhum.
Tudo começou quando fomos caminhar na praça, o dia estava nublado e as brisas convidavam o corpo para sair, e nos deparamos com várias pessoas que tiveram a mesma idéia que nós tivemos. Eu estava com uma roupa de ginástica normal, bonita, mas não estava combinando os trajes, e Miguel estava de short preto, camiseta branca e seu tênis de corrida preto (todo manequim de loja). Foi aí que uma garota que vinha na direção oposta olhou para ele como se fosse o último copo de água no deserto, a maçã do paraíso, e nem teve a discrição de disfarçar! E eu, esperei ela passar e brinquei alfinetando:
- Olha só, Miguel, a menina queria te possuir!
- Pois é, amor! Como tu não fazes nada?! Não briga com ela?! Não protege o teu território?! Vai que ela me seqüestra...
- Hã? Como é?! – comecei a rir.
- Isso mesmo, amor! Você viu que ela passou toda mal intencionada para o meu lado, e não fez nada. Reage, mulher! Mostra o teu lado perdigueira!
Não aguentei, comecei a ter uma crise incontrolável de riso daquelas que dói o abdômen, e tivemos que parar num banquinho para eu descansar. Quando me recompus, voltei a falar:
- Miguelito, tu pensas que eu não reparo que tu te arrumas tanto justamente para atrair esses olhares mal intencionados?
- Eu? Que nada, amor! Não me importo com os olhares de outrem. Eu desejo conquistar o teu olhar avassalador, isso sim! – disse com aquele sorriso cínico no rosto.
- Sei, sei... Cansei de caminhar e dessas garotas que te querem. Vamos tomar sorvete?
- Bora!
E fomos para a sorveteria, fizemos nosso pedido de sempre e, enquanto esperava o rapaz colocar os sorvetes nas casquinhas, eu fiquei observando o quão lindo é o meu amor. Entendo aquele olhar de desejo daquela garota, por uma simples razão: não há como olhar para Miguel e não o querer.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Mudanças à vista
Vim comunicar que passarei a escrever de tudo nesse pequeno espaço que administro com muito carinho. Assim, quando você ler algo totalmente fora do comum , coisa que eu não estava acostumada a postar, não vai estranhar, porque estou justificando essa mudança agora.
Um amigo me contou que gostou do meu blog, que o achou interessante e bastante romântico. Eu agradeci, é claro. Mas a palavra “romântico” ficou na minha cabeça, e dei uma olhada nas minhas antigas postagens.
Percebi que realmente estou numa vibe muito romanesca, e toda vez que escrevo transmito essa sensação que estou vivendo. Isso não é ruim! Eu gosto, porém, não sou apenas isso.
Sou moleca atentada, também. Tenho punhados de sentimentos que transbordam e preciso libertá-los por aqui. Postarei crônicas, poemas, notícias de última hora, piadas, contos eróticos e muitas variedades. Estava pensando em criar outro blog para postar meus trabalhos acadêmicos que ficaram bons, mas vai dar muito trabalho e blá-blá-blá. Prefiro colocar aqui e deixar um marcador.
É isso, coisa rica! Rosas com sabor de morango amor será adocicado, amargo, ácido, salgado, todos os sabores que você imaginar – bons ou não.
Uma beijoca gostosa no seu coração.
Carolita.
domingo, 5 de junho de 2011
Lembro de você: sempre
Não quero lembrar da noite que você partiu, porque foi muito doloroso como tudo aconteceu: sem cuidado, sem aviso. Fiquei em prantos, não sabia como reagir, só me restava aceitar sua ida – o que não foi muito fácil, pois não conseguia entender toda aquela situação.
(Silêncio)
Vamos imaginar um futuro diferente desse?
Eu ligando para você toda animada, pedindo para me buscar no aeroporto:
- Oi bem, vou passar o restante das minhas férias em Belém, tem como me buscar no aeroporto, bora dar uma volta?
- Carol! Tudo bem contigo? Vou buscar sim, sem problema, só me avisa com antecedência para eu não dormir. Tá bom?!
- Certo, quando estiver embarcando te ligo e, depois de uns 45 minutos, você aparece no aeroporto e cairemos na noitada. (risos)
Com certeza, meu bem, eu ainda estaria enchendo o seu saco. Porque a sua companhia me fazia um bem danado à alma, e isso eu não trocaria por nada. Infelizmente, não pude tê-lo por muito tempo, nossa amizade foi ligeira e íntegra, mas tivemos que nos separar por uma força divina.
É um pouco engraçado, às vezes penso se você continuaria com sua banda, se aquela sede por volante prevaleceria, se os seus hábitos não alcoólicos permaneceriam; se os seus cabelos ainda possuiriam aquele estilo único, se a sua obsessão musical por Guns N' Roses persistiriam imutáveis.
Cultivo ainda uma saudade tão grande que esses pensamentos me mantêm perto de você, como se nunca tivéssemos nos separado. Agradeço muito a Deus por ter me dado a oportunidade de conhecê-lo, porque anjos são difíceis de encontrar hoje em dia. Que sorte a minha! Eu tive um anjo comigo, e continuo tendo.
Acredito que essa saudade nunca vai passar. E, não importa o tempo, pode passar cinco, dez, vinte anos, e eu vou continuar sentindo sua falta. Culpa sua. Implantou-se no meu coração, e eu não tiro por nada, nada mesmo.
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